As p@l@vr@s têm expressão em corpu$ & $en$u...

Sexta-feira, 18 de Junho de 2010

Caía uma chuva fina,
em meio a um turbilhão de pessoas,
esperando o sinal de pedestres abrir,
uma pessoa chamou-me a atenção.

O sinal verde tardava
e insistia em fazer com que tuas roupas ficassem cada vez mais molhadas.

O frescura da água parecia acariçiar tua pele
e davam um ar mais silvestre aos teus cabelos,
contrastando com a paisagem exageradamente urbana que nos cercava.

Estavas linda naquele vestido curto e claro,
estampado com pequenas flores que pareciam escorrer pelo teu formoso colo.

De longe eu te observava
e quando apercebeste meu olhar,
deste-me o sorriso mais lindo de todo este chuvoso verão.
De repente, o sinal se abriu e tu atravessaste a rua
como uma brisa que pudesse dissipar todos os males do mundo.

O vestido clarinho,
clarinho - de tão clarinho parecia branco!
colado em teu peito deixava transparecer dois delicados pontinhos,
que eu imaginei a apontar-me o verdadeiro norte.

Tua beleza,
aquela beleza subtil revelada pela água
e pela tua contagiante naturalidade me impressionou,
hoje mais do que tudo:
quero ferir-me ao tocar meus dedos e minha boca,
nessas tuas agulhinhas tão doces.

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publicado por Setarcos7 às 15:38

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